Teatro: O pão e a pedra

No último fim de semana, assisti a peça “O pão e a pedra”. Fazia parte de atividades extra-curriculares do meu curso de teatro. Quando fui comprar o ingresso, o susto: esgotados! Pensei, agora ferrou brabo. Mas soube que o CCBB tem uma fila de desistência e geralmente liberam alguns ingressos, minutos antes da peça começar. Então sábado, corri pro teatro com pouco mais de 1h30 de antecedência para tentar um ingresso. Estava super cansada da aula, mas fui de coração aberto; e fora que meus amigos haviam falado que valia a pena e que era muito boa!

Para quem não conhece, a peça se passa em 1979, durante a greve dos metalúrgicos do ABC e as dificuldades enfrentadas pelos personagens durante a greve, resistir ou lutar? Temos inclusive, menções ao Lula e um discurso feito por ele. Mas não houve interpretação – engraçado foi ver os entreolhares da platéia, e alguns burburinhos quando mencionaram isso.

Destaque para os personagens:
Joana Paixão/ João Batista: É mãe solteira, que precisa deixar o filho (Isaías) num orfanato, pois não tem dinheiro mantê-lo em casa. Trabalha como operária na fábrica da Volkswagen. Um dia, resolve se vestir de homem para buscar um salário mais justo na fábrica com os demais, assumindo então, a identidade de João Batista.

Jaílton, o sindicalista: distribui panfletos pela fábrica exigindo seus direitos, é o que grita e pede por greve. Trabalha na fábrica, entoa grandes gritos de luta.

Lucílio, o Fúria Santa: personagem peculiar! Ora é dramático, ora é cômico com tiradas divertidas, ainda mais com a Paixão. Teve algum problema com Roberto Carlos (que eu perdi na hora o que era kkkk) e também trabalha na fábrica. Em sua primeira aparição, chega com uma bíblia.

Todos os personagens tem aparições importantes, os destaques foram apenas o que me atraíram mais a atenção mesmo. Pelo menos, a metade do elenco, interpreta mais de um personagem. Eu fiquei impressionada na mudança do corpo, voz, o rosto em si para compor o outro. Como é incrível! (Teatro é algo impressionante, me apaixono a cada dia mais <3).

O foco é a luta dos operários, o drama pela conquista de seus direitos mínimos que na real, nem deveríamos ter que lembrar que precisamos. É um capítulo importante do nosso país, contado através do teatro, o que trás uma compreensão e percepção diferente. Vemos também, a alegria de conquistar o mínimo e a mensagem de não desistir de lutar. É uma trama real, que aconteceu há 38 anos atrás, mas nunca deixa de ser atual.

Hoje, é seu último dia de apresentação aqui no Rio de Janeiro, mas pode ser que passem por outro teatro, ou fique em cartaz em São Paulo. Deixo aqui, o link para conhecer a peça, o elenco, a cronologia da greve, o material utilizado para a pesquisa entre outras informações (clique aqui).

Quem assistiu, fala pra gente o que achou nos comentários 😉

Apertos,

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