Série do Dia: In Vlaamse Velden | Filhos da Guerra

Olá meu povo! Como cês estão? Hoje eu tô com uma dica pro pessoal que adora série/ filme sobre guerra, com cunho histórico. Eu particularmente amo e tenho uma lista de filmes que indicaria pra geral sobre isso, mas deixa pra depois, né? Então vamos lá, apresento-lhes: IN VLAAMSEE VELDEN, ou como estava no canal Globosat, “Filhos da Guerra (In Flanders Fields)”. A série é de produção belga e até o momento não tinha encontrado artigos falando sobre ela em português, lamentável! As fontes estarão no final do post! 😉

Assista a um pedacinho da série (em holandês, sem legenda):

A série “homenageia” o centenário da Primeira Guerra Mundial, também conhecida como Grande Guerra, que aconteceu entre 1914- 1918. Divida em 10 capítulos e apenas uma temporada, foi originalmente transmitido pela Éen (se eu entendi bem haha) em janeiro deste ano e aqui no Brasil eu assisti pelo NOW/ Globosat (canal da NetRio) . O foco da ficção é a família Boesman, composta por: Marie Boesman, uma adolescente de 15 anos que sonha ser médica e mostra seu amadurecimento durante a invasão alemã. Diria que ela é a protagonista da série; Dr. Phillippe Boesman, médico-ginecologista, um nobre naquela época. Tenta proteger ao máximo sua família, ou o que restou dela, durante a invasão alemã à Bélgica, assim como sua carreira de Médico e Professor; Virginie Boesman, esposa de Dr. Boesman (dã), era Presidente da Comissão da Ajuda. Mostra uma força surreal pra apoiar o marido; Guillaume Boesman, o filho do meio, sabichão que tenta fugir da guerra (desertar), mas se torna soldado; Vincent Boesman, o bom filho, estudou Direito, vai pra guerra, mas queria ser padre.

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A cada episódio (que dura cerca de 50 min), são apresentados os efeitos que a guerra causa, na visão dos belgas; em relação ao drama, mostra como uma família tida como feliz e nobre se mantém financeira e emocionalmente diante a ocupação da Alemanha, os limites de um homem para manter sua carreira e a segurança para a sua família, e até onde um “tratado” pode ser considerado se aliar ao inimigo, traição ou lutar por algo … olha, muita coisa, mas tenho que ter cuidado pra não soltar nenhum spoiler, né.

In Flanders Fields é também um poema. Foi escrito pelo Tenente-Coronel John Mc Crae, que teve inspiração para escreve-lo depois do funeral de seu amigo de guerra Alexis Helmes, que morreu na Segunda Batalha de Ypres (1915). Crae reparou que as papoulas que “enfeitavam” os túmulos cresciam rápido e assim, se inspirou a escrever o poema. É possível vê-lo completo no memorial à Crae, localizado em Ontário, Canadá, sua terra natal. O poema e a papoula fazem parte do Dia da Lembrança, uma homenagem aos soldados que morreram na I GM. Também tem grande exposição nos EUA, ligado ao Memorial Day, que homenageia os militares americanos que morreram em combate, criado após a Guerra da Secessão.

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Em português, “Nos campos de Flandres”:

Nos campos de Flandres
as papoulas estão florescendo entre as cruzes
que em fileiras e mais fileiras assinalam
nosso lugar; no céu as cotovias voam
e continuam a cantar heroicamente,
e mal se ouve o seu canto entre os tiros cá embaixo.
Somos os mortos… Ainda há poucos dias, vivos,
ah! nós amávamos, nós éramos amados;
sentíamos a aurora e víamos o poente
a rebrilhar, e agora eis-nos todos deitados
nos campos de Flandres.
Continuai a lutar contra o nosso inimigo;
nossa mão vacilante atira-vos o archote:
mantende-o no alto. Que, se a nossa fé trairdes,
nós, que morremos, não poderemos dormir,
ainda mesmo que floresçam as papoulas
nos campos de Flandres.

Original, “In Flanders Fielnds”:

In Flanders fields the poppies blow
Between the crosses, row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still bravely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.

We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved and were loved, and now we lie,
In Flanders fields.

Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders fields.

Gostaram do post? Conta ae quem já assistiu, o que achou a série? Ou quem já foi a um dos memoriais na Bélgica, o que achou?

Apertos,

Fonte:
Site sobre a série, em holandês: http://www.invlaamsevelden.be/
Fonte matéria, em holandês: http://nl.wikipedia.org/wiki/In_Vlaamse_velden
Fonte do poema, em português: http://historikaos.blogspot.com.br/2011/11/in-flanders-fields.html
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17 comentários sobre “Série do Dia: In Vlaamse Velden | Filhos da Guerra

  1. Tadini disse:

    Olá, assisti a série. Achei muito legal… com um enredo bastante humano e distante da pirotecnia hollywoodiana. Vale muito a pena!

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  2. maria de lourdes disse:

    Eu também adorei a série, mas infelizmente perdi o último episódio. Será que vc sabe de algum endereço que assisti-lo?

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  3. Vera Lucia Araujo disse:

    Estou assistindo à séria pela primeira ves. è comovente; exceente qualidade. Ammei o poema, embora muito trista. Um grande abraço Vera.

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    • Di Caamaño disse:

      Achei linda também, muito bem produzida!
      O poema realmente é triste, mas reflete bem o que a Guerra é né?
      Ah e se você assistir as cenas finais, pós crédito, eles mostram os locais reais onde ocorreram as cenas daquele episódio, hoje considerado ponto turístico.
      Obrigada pela visita 🙂
      Beijos,

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  4. Barbara Machado disse:

    SPOILER (se não viu, não leia)
    Amei a série. Qualidade impressionante, atores bem escolhidos, história muito interessante. A única coisa que me frustrou foi o final… Parece que ficou por terminar. Você não teve essa sensação? Esperava ver todos reunidos no pós-guerra, mas não. Por favor, me diga se eu entendi bem: é para ficar implîcito que o Hans Peter sobreviveu e ficou com a Marie? Que o Guillaume foi para Londres ficar com sua noiva? Que a Virginie acabou sozinha? Nem mostra se a Marie virou médica mesmo, nem a Virginie vendo os filhos voltando para casa. Achei meio frustrante, porque durante toda a guerra a gente acaba torcendo para o seu fim e para ver todos reunidos, mas a história não foi até aí. Deu uma sensação de que faltava uma finalização.

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    • Di Caamaño disse:

      Olá, Barbara! Tudo bem? 🙂
      Confesso que eu também fiquei com esse sentimento de “falta alguma coisa aqui…”.
      Na época que fiz o post, só achei informações sobre a série em holandês, o que complicava um pouco com tantas traduções. E não estamos sós, uma galera achou fraco, vide essa matéria aqui: http://newsmonkey.be/article/6592
      Até sugeriram finais alternativos! hehe

      Por se tratar de uma série em caráter “comemorativo”, foi só aquilo mesmo.

      Beijos,

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._.

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