Forever 21 no Brasil

Não se fala em outra coisa sem ser a abertura da fast fashion americana Forever 21. A marca é famosa por oferecer vestuário com preços baixos, sem perder o estilo. Eu, particularmente, não conheço as lojas gringas da marca, mas já vi as peças em algumas amigas, e devo dizer que: os modelos são lindinhos, mas a qualidade deixa bastante a desejar (vi uma blusa perder os botões só de encostar com mais força).

Pois bem, a marca chegou ao Brasil este mês, com uma loja no Shopping Morumbi (SP) e outra no VillageMall (RJ) – com a abertura oficial no sábado agora, 22/03. E já se fala em abrir mais algumas, podendo ser até 7, até 2015. O burburinho que ela tem causado não tem limites. As blogueiras postam milhares de fotos dos eventos fechados que aconteceram e as seguidoras comentam a ansiedade de conhecer as peças. A marca está na boca das fashionistas e isso é incontestável! Mas e o que está marca pode representar aqui no Brasil?

Quer dizer, nacionalmente, possuímos cinco lojas de departamento que possuem uma proposta bem parecida, que são: C&A, Leader, Riachuelo, Renner e Marisa. Cada uma oferece um diferencial para o seu público alvo, as mulheres. Por exemplo, a C&A que há alguns anos resolveu firmar parcerias com grandes marcas e estilistas nacionais e internacionais, sendo a última a grife a MOB; e a loja Riachuelo, que no ano passado firmou parceria com as blogueiras mais famosas do cenário da moda e em novembro abriu sua primeira loja-conceito, nomeada de Riachuelo Fashion Five, na Rua Oscar Freire, endereço de luxo de São Paulo.

Através disso, podemos ver o interesse dos empresários dessas grandes marcas em atrair cada vez mais suas consumidoras. Mas convenhamos, que os preços não refletem a qualidade das peças, assim como os modelos, as estampas, os cortes não agradam também. A chegada da Forever 21 pode balançar esse cenário, se ela permanecer com os preços que foram propostos inicialmente. Através do artigo da Vogue (que informou a data de abertura e a preparação nas lojas) e os blogs de moda como o Modice, foi possível ver que a marca manteve os preços baixos (cheguei a ver comentários convertendo os valores para dólar) e trouxeram grande variedade de produtos, que se renovam diariamente. Eba!

Por um lado, não sei até onde podemos comemorar. De acordo com a revista Exame “Essa política de preços é uma estratégia de chegada, que será impossível manter”, disse o consultor em varejo Julio Takano. “Ela deve se manter no ‘fast fashion’, mas seus preços devem convergir para o mesmo patamar das varejistas que já atuam aqui, como Renner, Marisa e C&A”, completou Marinho.” Ou seja, devemos preparar nossos corações e cartões de crédito para a subida dos preços, e esperar o momento em que ela irá se  igualar as outras marcas que já temos aqui.

A sensação é que em alguns poucos anos, ela será mais uma loja de departamento com numerações trocadas, filas gigantescas e coleções esquisitas com alguma atriz em ascensão. As pessoas aos poucos vão começar a criticá-la por que não possuir números plus size, até que um dia, quando passarmos na porta, uma menina irá correr atrás da gente oferecendo o cartão Forever 21 Visa e a primeira compra com pagamento em até 60 dias! #oremos

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