O surto do “galo-louco” na Publicidade

A Publicidade brasileira está passando por uma crise. Não, mentira, não é para tanto, mas devo dizer que estou decepcionada com algumas campanhas que eu tenho visto circulando por ae. Eu diria que, assim como a doença da vaca-louca, outro bicho foi afetado por um surto bizarro, o Galo (para quem não sabe, esse é o bicho símbolo de Publicidade). O “surto do galo-louco” como estou carinhosamente chamando, pode ser identificado em campanhas que querem passar uma mensagem, mas não passam porcaria nenhuma. Na verdade, só faz vergonha a classe. Além daquele profundo pensamento de “quem aprovou isso?”.

Há um tempo atrás eu falei sobre a campanha do Forteviron (veja aqui), que muito me incomodava como espectadora e usava o slogan “Ah dá! Com Forteviron dá!”. A campanha passava apenas no SBT e tinha – claro! – uma conotação sexual muito alta e de baixíssima qualidade ou nível, além de ridicularizar a imagem da mulher. Não, eu não feminista, mas me senti super mal em ver aquilo, logo, eu me sentia ridiculariza sendo retratada como um objeto e ponto!

Atualmente, quatro campanhas me fizeram pensar: Deus, não faça mais publicitários, conserte os antigos. As campanhas não passam nada, não se enquadram em tudo o que aprendemos, parece que foi feita para preencher um espaço vazio. Não se viralizam, NÃO. Pode ser que o povo comente, mas ao invés de ser o lance do “cara, vamos usar/ prova/ conhecer” é tipo “tão ruim quanto o comercial”. E olha que em alguns casos, o comercial é estrelado por figuras conhecidas da TV brasileira.

O primeiro, que me faz morrer aos pouco cada vez que passa na TV ou antes de algum clipe delícia no Youtube, é o comercial da Petra Pilsen. Geralmente as marcas de cerveja usam mulheres lindas, saradas, de biquíni na praia. Logo a agência pensou: vamos inovar! Escalou um time de “estrelas” como Murilo Rosa, Maria Casadevall, Carolina Dieckmann, Catra, Tata Werneck, Débora Nascimento entre outros. O slogan escolhido: “E você já?/ Eu já“. Além do veiculado na TV, ainda teve outras ações espalhados pelo Rio com o slogan “E você já?”. Não, eu não fiquei curiosa com essa frase, não achei uma boa estratégia e não contrataria a produtora. No site Adnews (clique aqui), você pode ver a ficha completa dos envolvidos nessa campanha que ó, ficou uma bosta coisa.

Assista

Outro que já era uma porcaria lindeza, e conseguiu ficar uma merda maior melhor foi da marca de carnes Friboi, do grupo JBS. A campanha com o Tony Ramos não ficou boa coisa, mas a frase ficava na cabeça e rendeu bons memes; eu mesma usei várias vezes hehe “Mas é Friboi?” HAHAHA #sddsFriba
Mas devem ter pensado: “chega do Tonynho, vamos chamar alguém de semelhante importância para a mídia“. Nada melhor que contratar o Rei Roberto Carlos – e seu vegetarianismo declarado – para estrelar a campanha ao som de seu hit “Eu voltei, agora pra ficar” (O portão, 1974). Os fãs do cantor que não gostaram nada disso e despejaram todo o seu ódio em palavras na página do cantor; a campanha teve um impacto tão negativo que a empresa decidiu bloquear as avaliações e comentários feitos no Canal oficial – você pode ver na matéria do Almanaque na TV aqui e aqui. Hey King, estamos só observando a sua cara de perdido ao ver o belo pedaço de carne, do tipo “Como que eu como isso? Já faz tanto tempo…”

Assista:

A mídia tem mania de sufocar a gente com um determinado artista até xingarmos muito no twitter CHEGA! Nomes como Fábio Porchat, Anitta, Paulo Gustavo, Tata Werneck, Bruna Marquezine tem estado em constante envolvimento com importantes marcas e suas campanhas. Do nada, o cara fica importante e pronto, somos obrigados (SIM, obrigados!) a vê-los em tudo o que é produto espalhado pelo RJ. No caso,hoje, eu vou falar apenas (e por enquanto), da campanha que tenho mais dó do Paulo Gustavo, do Open English. Confesso que não acho o cara tão sensacional assim, nem tão engraçado. Tem excelente tiradas, o filme “Minha mãe é uma peça” é divertidíssimo, o “Vai que cola” tem seus momentos de comédia (mas nem tanto, porque é um saquinho viu), mas acho que a gritaria e impulsividade dele deixa a campanha estressada.
Foi assim com a campanha do restaurante japonês KoniStore, para apresentar o Kombinados ao lado da Erika Mader (veja aqui e aqui) e agora com o Open English e seu surto em não saber inglês. Sério, eu adorava o menino de cabelos cacheados e cara de bobo. Colocaram o Paulo, e seus gritos, na campanha e do nada, eu me sinto estressada em estudar inglês. Parece que ele vive constantemente “A senhora dos absurdos” rs

Assista:

C1

C2

E para fechar com chave de ouro, que tal ressuscitar o carnaval de 1995? Pois é, o grupo de axé É O Tchan, “resolveu pedir desculpas pelo barulho no carnaval de 1995, causado pela música Melô do Tchan”, já que as pessoas que seguiam o trio queriam bater uma prosa cá menina que também queria curtir um romance no meio do carnaval da Bahia. Carnaval da Bahia… claro, a campanha faz todo sentido! E  como o que é ruim sempre pode piorar, fizeram uma versão bosta bossa da música, pra você poder namorar a ordináááááááária. A campanha publicitária é da marca de saquê Jun Daiti – que eu nunca tinha ouvido falar e tenho minhas dúvidas sobre experimentar depois dessa campanha tão irritante – com criação da Santa Clara e produzida pela O2. Ae pessoal, dá uma melhorada na próxima oportunidade, ficou bom não! 🙂

)

Por enquanto é só, quem sabe a publicidade não surpreende mais?

Apertos,

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